sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sarau Serão

E a chuva melou o dia, e enquanto a maioria se dissipava em murmúrios, alguns guerreiros fizeram melodia, das gotas caídas que por este feito fazia subir, em flor, em voz, em valor, em sarau!

De que se é feito então se o efeito implora decência e perdão?
De que se refaz em mural, em papel, em cartaz, e na paz musical?
E de onde se cresce e se inspira, na luz que de dia se doa em farol,
Se ressoa harmonia, se faz da sonata o dueto da lua e do sol.
E se há sol pode haver uma clave, um cordel pode ser nossa chave.
E se abre o salão, e serão o sarau seremos então. Faremos.
A arte chegou e em volta ficamos nas curvas de um violão.
E a poesia que inspira soletra alegria em alto e bom som.
Dá-se em tom.
Inovação, invocação, se há prece, se apresse que as horas são e vão
Demonstração, satisfação, que sinto, na arte, na vida, na expressão.
No futuro o passado presente, sarau serão!